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Davi Alcolumbre trava PEC do fim da escala 6x1 e paralisa Senado com recesso informal


Davi Alcolumbre trava PEC do fim da escala 6x1 e paralisa Senado com recesso informal
O Senado Federal iniciou nesta segunda-feira um recesso informal de duas semanas, uma manobra vergonhosa que paralisa as atividades legislativas na prática e deixa desamparada a classe trabalhadora.

 
 

Davi Alcolumbre trava PEC do fim da escala 6x1 e paralisa Senado com recesso informal


O Senado Federal iniciou nesta segunda-feira um recesso informal de duas semanas, uma manobra vergonhosa que paralisa as atividades legislativas na prática e deixa desamparada a classe trabalhadora. Mesmo sem a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o que impede por lei o recesso oficial, os parlamentares simplesmente abandonaram os trabalhos no plenário. Sob a batuta de Davi Alcolumbre, a Casa engavetou propostas urgentes e prioritárias do governo do presidente Lula, como a regulamentação de minerais críticos, a PEC da Segurança Pública e, principalmente, a PEC que extingue a massacrante jornada de trabalho de 6x1.

A seletividade e o compadrio com as elites financeiras e o agronegócio ditam o ritmo do parlamento, escancarando a faceta mais cruel do conservadorismo e dos setores que flertam com o bolsonarismo. Enquanto as demandas dos trabalhadores sofrem um boicote silencioso, pautas de interesse da bancada ruralista e dos grandes latifundiários têm caminho livre e prioridade absoluta para avançar já em agosto. Esse tratamento privilegiado ao capital rural em detrimento da dignidade humana evidencia como o calendário legislativo é manipulado para sufocar os direitos sociais antes que as eleições de outubro esvaziem de vez os plenários de Brasília.

A tramitação da PEC que reduz a jornada semanal para 40 horas está completamente travada no Senado há quase dois meses, após ter sido aprovada de forma histórica pela Câmara dos Deputados. Davi Alcolumbre, agindo como um autêntico guardião dos interesses dos patrões e do chamado setor produtivo, recusa-se a enviar o texto para a Comissão de Constituição e Justiça e foge de perguntas sobre prazos ou relatoria. Demonstrando profundo desprezo pela mobilização popular, o presidente do Senado chegou a classificar a legítima pressão dos movimentos sociais e dos sindicatos como uma pauta eleitoreira e uma suposta ameaça vinda do PT.

Do lado da defesa do povo, a deputada federal Maria do Rosário denunciou o boicote de Alcolumbre e convocou a militância e as centrais sindicais a cercarem o presidente da Casa de cobranças, apontando que não há nenhuma justificativa aceitável para manter trancada uma medida de tamanho impacto na vida do trabalhador. Nos bastidores, o senador tenta usar a PEC como moeda de troca, condicionando o andamento do projeto a uma reunião fechada com o presidente Lula. Enquanto o Palácio do Planalto desmente as justificativas do parlamentar e aponta seu claro desinteresse na pauta popular, o novo líder do PT, Camilo Santana, tenta desarmar os impasses e reaproximar as lideranças para destravar as votações.

O calendário do segundo semestre é apertado devido às articulações partidárias, restando poucas semanas de esforço concentrado planejadas em conjunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Além disso, uma montanha de 57 vetos presidenciais pendentes adiciona ainda mais pressão sobre a pauta trancada do Congresso Nacional. Apesar do cenário de terra arrasada desenhado pela direita, a líder do governo, senadora Teresa Leitão, mantém um otimismo firme e aposta que, se a pressão popular surtir efeito logo após a volta do recesso informal, haverá força política suficiente para aprovar a PEC da escala 6x1 na CCJ e no plenário antes das eleições.

SHOPEE G

 

 


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