CASA CAIU! André Mendonça aponta esquema bilionário de corrupção e autoriza operação da PF que estraçalha Cláudio Castro
O esquema bilionário de corrupção que drenou os recursos públicos da previdência fluminense foi escancarado pela Polícia Federal, com o aval explícito do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma decisão avassaladora, o ministro André Mendonça autorizou o desencadeamento da Operação Compliance Zero, mirando diretamente o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e mais sete operadores do mercado financeiro e agentes públicos. Mendonça foi categórico ao justificar a urgência das buscas, citando que os autos demonstram uma "elevada probabilidade" de que os investigados integrem "um amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro", montado sob medida para desviar montantes colossais do RioPrevidência para os cofres do Banco Master.
A espinha dorsal da investigação criminal foi extraída diretamente das entranhas do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, que já havia sido apreendido pela PF em fases anteriores. A análise pericial do aparelho revelou que a relação entre Vorcaro e Cláudio Castro ultrapassou as barreiras do "mero contato institucional" para se transformar em um balcão de negócios ilícitos. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), que deu parecer totalmente favorável ao cerco policial, o "alinhamento político" e o "vínculo próximo" do ex-governador foram determinantes para viabilizar a captação fraudulenta de assustadores R$ 3,691 bilhões em investimentos da autarquia estadual na instituição financeira.
A engenharia financeira da quadrilha operava em duas frentes cronológicas agressivas:
Outubro de 2023 a Julho de 2024: O RioPrevidência injetou R$ 970 milhões na compra de Letras Financeiras do Banco Master.
Dezembro de 2024 a Outubro de 2025: Foram direcionados mais R$ 2,01 bilhões para fundos de investimento altamente estruturados e controlados pelo grupo de Vorcaro.
A Polícia Federal conseguiu reconstruir o passo a passo da fraude, comprovando que as remessas bilionárias eram precedidas por encontros pessoais secretos e por uma drástica faxina administrativa na cúpula do RioPrevidência, onde etapas técnicas de fiscalização foram criminosamente suprimidas para facilitar o trâmite do dinheiro sujo. Diante da robustez das provas, o ministro André Mendonça carimbou os mandados de busca e apreensão de computadores, mídias e celulares de Castro e de figuras carimbadas como Ricardo Siqueira Rodrigues e Deivis Marcon Antunes, além de decretar o bloqueio de empresas como a Planner Corretora. O avanço da operação atinge em cheio o coração político do PL e funciona como um míssil na linha de flutuação da extrema-direita fluminense, provando que a farda da falsa moralidade servia apenas para encobrir o assalto aos cofres públicos.
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Cariacica/ES