Ameaça no Pará: fazendeiros apostam em Flávio Bolsonaro para promover invasão em massa de terra indígena
Ameaça no Pará: fazendeiros apostam em Flávio Bolsonaro para promover invasão em massa de terra indígena
Uma grave e perigosa articulação golpista e anti-indígena foi escancarada por investigações de órgãos federais no Pará. Mensagens de áudio interceptadas e encaminhadas às autoridades de inteligência revelam que fazendeiros e grileiros estão se mobilizando para promover uma invasão em massa na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial no dia 25 de outubro. A aliança criminosa aposta na leniência de um eventual governo de extrema-direita e no apoio do governador eleito Dr. Daniel para rasgar a Constituição e aparelhar a grilagem na região.
As mensagens enviadas por WhatsApp mostram que os pecuaristas já estão comprando material de acampamento, movimentando veículos pesados nas proximidades do território do povo Parakanã e ameaçando diretamente as lideranças comunitárias para que abandonem suas terras. As ações coincidem com uma explosão criminosa nos focos de incêndio dentro da reserva — que saltaram de 41 em julho para mais de mil em setembro —, evidenciando a tática de terra arrasada empregada pelo agronegócio predatório para forçar a abertura de pastagens e garimpos ilegais.
Diante do iminente risco de massacre e destruição ambiental, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu rapidamente: o Comitê de Desintrusão determinou o reforço imediato do efetivo da Polícia Federal, Funai, Ibama e do Ministério dos Povos Indígenas para garantir a integridade dos Parakanã. O episódio escancara o contraste brutal nesta reta final de segundo turno: enquanto o projeto popular de Lula reduziu drasticamente o desmatamento e protege os povos originários, a candidatura bolsonarista segue servindo de combustível para a barbárie, a violência no campo e o crime organizado na Amazônia.
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Cariacica/ES