Ataque aos direitos sociais: Flávio estuda "Super PEC" para tirar ganhos reais do INSS, BPC e acabar com pisos da saúde e ensino
Sob o pretexto de agradar a Faria Lima e obter um alívio fiscal de R$ 250 bilhões, a equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) articula nos bastidores um pesado pacote de cortes que atinge diretamente a população mais vulnerável, idosos e aposentados. A estratégia envolve retirar a vinculação do reajuste do salário mínimo das aposentadorias do INSS e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), travando os ganhos reais de mais de 28 milhões de beneficiários e aplicando um verdadeiro arrocho sobre as pensões.
Além da investida contra a Previdência, o plano em gestação mira o fim dos pisos constitucionais que garantem investimentos mínimos e obrigatórios em saúde e educação pública. Pela proposta, os repasses para hospitais, redes de ensino e o Fundeb deixariam de acompanhar o crescimento da arrecadação federal para serem corrigidos estritamente pela inflação, o que causaria um sucateamento progressivo e a perda de bilhões de reais em recursos essenciais para a população.
Para evitar a desgaste eleitoral do candidato, a cúpula da campanha tenta esconder as medidas e blindar a imagem de Flávio no segundo turno, enquanto articula a aprovação de uma "Super PEC" de contenção de gastos junto à bancada conservadora do Congresso logo após a eleição. Interlocutores do mercado financeiro já foram sinalizados sobre o "tesouraço", confirmando que a prioridade da candidatura do PL é garantir a renúncia de direitos sociais básicos para sustentar o arrocho orçamentário.
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Cariacica/ES