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Indígenas enterram negacionismo e avisam: futuro do clima depende da proteção de nossos territórios


Indígenas enterram negacionismo e avisam: futuro do clima depende da proteção de nossos territórios
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste 19 de abril, ganhou um significado ainda mais político e combativo em 2026.

 

 

 

Indígenas enterram negacionismo e avisam: futuro do clima depende da proteção de nossos territórios


O Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste 19 de abril, ganhou um significado ainda mais político e combativo em 2026. Seis mil indígenas de todo o país reuniram-se em Brasília no Acampamento Terra Livre (ATL) e mandaram um recado direto ao mundo: o futuro do clima depende da proteção de seus territórios. A carta final do encontro, promovido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), foi categórica ao afirmar que "não existe  política climática sem protagonismo indígena". Em um momento em que a extrema direita tenta deslegitimar pautas ambientais, os povos originários respondem à altura: "Nosso futuro não está à venda".

O coordenador executivo da APIB, Kleber Karipuna, destacou que a demarcação de terras e a proteção territorial foram prioridades nas discussões. "A proteção desses territórios não é apenas uma questão de justiça histórica, mas uma medida essencial para toda a humanidade", afirmou. A liderança Bárbara Tupinikim foi além e alertou para os impactos desiguais da crise climática, especialmente sobre mulheres indígenas e comunidades vulneráveis. "A resposta está nos territórios e nos nossos modos de vida. Não é apenas uma luta dos povos indígenas, mas uma agenda que diz respeito ao futuro de toda a sociedade", declarou.

O governo Lula aproveitou a ocasião para anunciar avanços concretos, como a ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para comunidades indígenas, com investimentos que podem chegar a R$ 250 milhões, e o lançamento do Programa Nacional de Saneamento Indígena, que busca universalizar o acesso à água potável até 2033 atualmente indisponível em 72% dos territórios. Lúcia Alberta Baré assumiu a presidência da Funai em cerimônia que contou com a presença do ministro Eloy Terena e do lendário cacique Raoni Metuktire. O recado final do ATL 2026 é claro: enquanto o bolsonarismo tentou destruir os direitos e o meio ambiente, Lula e os povos indígenas estão juntos na reconstrução do país e na luta por um futuro possível para toda a humanidade.


Com informações da Agência Gov



 

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