Líder religioso ligado aos Bolsonaro classifica feriado de 12 de outubro como "ilegal" e ataca o marianismo
O pastor J. B. Carvalho, líder da igreja Comunidade das Nações e figura próxima da família Bolsonaro, causou forte polêmica ao defender o encerramento do reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil e sustentar que o feriado nacional de 12 de outubro não possui validade jurídica. O religioso mantém laços estreitos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se converteu à denominação em 2022 e foi batizado pelo líder evangélico em 2024, estendendo o relacionamento também ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A contestação do bispo aos símbolos católicos e à presença do marianismo na vida pública foi detalhada no livro A Bomba, de sua autoria. Na obra, Carvalho argumenta que a Constituição estabelece o Estado laico, o que torna a legislação sobre a padroeira "ilegal" por supostamente impor uma crença religiosa a toda a nação. O pastor convoca os fiéis evangélicos a uma mobilização teológica contra a veneração de Maria, afirmando que a prática substitui a adoração a Deus e direcionando duras críticas ao Terço e aos dogmas mantidos pela Igreja Católica.
Apesar das teses defendidas por Carvalho, o feriado e a titulação de Nossa Senhora Aparecida possuem respaldo pleno no ordenamento jurídico nacional. A data de 12 de outubro foi instituída como feriado nacional pela Lei Federal nº 6.802, sancionada em 30 de junho de 1980 pelo ex-presidente João Figueiredo. O texto legal originou-se no Congresso Nacional e segue em plena vigência no país, assegurando a proteção legal às celebrações e à tradição religiosa nacional.
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Cariacica/ES