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Anistia Internacional aciona órgãos globais contra ataques de Milei à imprensa


Anistia Internacional aciona órgãos globais contra ataques de Milei à imprensa
Após o presidente argentino sugerir que jornalistas deveriam ser queimados, a Anistia Internacional levará o caso a instâncias internacionais de direitos humanos.

anigifACN BRASIL

 

Anistia Internacional aciona órgãos globais contra ataques de Milei à imprensa


Após o presidente argentino sugerir que jornalistas deveriam ser queimados, a Anistia Internacional levará o caso a instâncias internacionais de direitos humanos.

A Anistia Internacional decidiu levar ao conhecimento do sistema de proteção de direitos humanos da Organização das Nações Unidas e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos a conduta do presidente argentino, Javier Milei. A organização aponta que o mandatário tem promovido uma escalada perigosa de hostilidade contra profissionais da comunicação, colocando em risco a integridade física de quem exerce o ofício de informar.

O estopim para a decisão da entidade foi uma série de ataques verbais proferidos pelo presidente após o arquivamento, pela Justiça argentina, de um processo que investigava o envolvimento de Milei e sua irmã, Karina, na promoção da criptomoeda Libra. Irritado com a cobertura jornalística sobre o caso, o chefe do Executivo utilizou termos violentos, sugerindo que os repórteres que investigaram o episódio deveriam ser submetidos a uma fogueira.

A diretora-executiva da Anistia na Argentina, Mariela Belski, afirmou que o comportamento presidencial é inadmissível. Segundo a dirigente, ao estigmatizar nominalmente jornalistas e utilizar metáforas de violência extrema, o presidente abdica de sua responsabilidade institucional de garantir a segurança dos cidadãos e fomenta um ambiente de intimidação que pode resultar em agressões concretas.Consultar Decretos

O cenário de censura e perseguição no país é confirmado por levantamentos do Fórum de Jornalismo Argentino. Em 2025, o país atingiu a marca de 278 ataques contra a imprensa, um crescimento expressivo em relação ao ano anterior. O próprio Javier Milei foi apontado como o responsável direto por 119 desses episódios, consolidando-se como o principal agente de hostilidade contra a liberdade de expressão na Argentina.

A tensão também atinge profissionais estrangeiros. Recentemente, o jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. foi impedido de entrar em território argentino, tendo sua residência permanente cancelada e recebendo uma proibição de reingresso por cinco anos, em um movimento que sindicatos locais classificam como parte de uma  política autoritária de silenciamento.Análise política detalhada

Em resumo: - A Anistia Internacional levará as denúncias de assédio contra a imprensa argentina aos órgãos da ONU e da CIDH. - O presidente Javier Milei foi identificado como o principal agressor de jornalistas no país, sendo autor de 119 ataques em 2025. - Entidades de classe alertam que a retórica violenta do governo pode incentivar agressões físicas contra profissionais da comunicação.


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