MST mantém campanha de apoio ao povo de Cuba; saiba como ajudar
Movimento diz que a solidariedade é uma ferramenta para furar o bloqueio imposto pelos EUA à ilha
Ativistas carregam grandes galões de água a serem levados em ajuda humanitária a Cuba
Ativistas carregam grandes galões de água a serem levados em ajuda humanitária a Cuba | Crédito: Yuri Cortez/AFP
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra lançou uma campanha de arrecadação de fundos para a compra de medicamentos para Cuba. A lista de remédios a serem doados foi enviada pelo próprio Ministério da Saúde do país.
“Nossa campanha não tem meta fixa. Enquanto existir o bloqueio, vamos seguir na tarefa de ajudar. Se conseguirmos enviar um contêiner de medicamentos, que salvará muitas vidas, ainda assim vamos precisar nos mobilizar e solidarizar com Cuba até que acabe o bloqueio”, afirma Messilene Gorete, do Setor Internacionalista do MST.
Para Gorete, a doação terá impacto significativo na saúde dos e das cubanas e é uma forma de retribuir toda a solidariedade internacionalista do país caribenho. “O efeito dessa campanha é manter vivo o debate sobre o que está acontecendo em Cuba, denunciando o bloqueio econômico, denunciando todas as consequências catastróficas para o povo e anunciando que, com solidariedade, outro mundo é possível”, afirma.
Crise energética
No mês passado, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) publicou uma nota em que manifesta preocupação e solidariedade em relação à crise energética em Cuba. No documento, a entidade afirma que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos contribuíram para uma “grave crise sociossanitária” na ilha.
A entidade cita o corte no fornecimento de petróleo e afirma que o combustível “ainda é a base energética do país e um produto essencial para a manutenção de diversos setores na ilha, vitais para a garantia de condições básicas de sobrevivência da população cubana, a exemplo dos serviços de saúde pública e saneamento”.
Segundo a organização, o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas enfrenta falta de medicamentos e acesso limitado a exames e tratamentos contínuos. A entidade afirma que a situação afeta pessoas que dependem de cuidados permanentes e compromete a sobrevida.
Dados apresentados pelo ministro da Saúde Pública, José Ángel Portal Miranda, indicam que cerca de 5 milhões de cubanos atendidos por esses programas são impactados. Entre eles estão 16 mil pacientes que precisam de radioterapia e 12,4 mil que necessitam de quimioterapia. A fila para cirurgias supera 96 mil pessoas, com mais de 11 mil crianças.
A associação também aponta que serviços como vacinação e exames pré-natais foram afetados. Segundo a organização, mais de 30 mil crianças dependem de transporte refrigerado para imunização e cerca de 32 mil gestantes aguardam ultrassonografias. A escassez de energia elétrica, de acordo com o texto, compromete a produção e conservação de alimentos e o acesso à água, o que amplia riscos à saúde.
Informações para doação (PIX):
CNPJ: 11.586.301/0001-65
Agência: 1231
Operação: 1292
Conta Corrente: 000577559399-1
Instituto Cultivar
Caixa Econômica Federal
Editado por: THAÍS FERRAZ
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