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Tentando vender o Digimais, Edir Macedo injeta R$ 1,5 bilhão


Tentando vender o Digimais, Edir Macedo injeta R$ 1,5 bilhão
O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, realizou um aporte financeiro emergencial de aproximadamente R$ 1,5 bilhão no Banco Digimais.

anigif  Cruz Vermelha

 

Tentando vender o Digimais, Edir Macedo injeta R$ 1,5 bilhão


O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, realizou um aporte financeiro emergencial de aproximadamente R$ 1,5 bilhão no Banco Digimais. A movimentação de forte impacto no mercado financeiro nacional, revelada pelo jornalista Lauro Jardim, busca sanear emergencialmente o balanço contábil da instituição e evitar o colapso das negociações de venda do controle acionário do banco, que desperta o interesse de gigantes como o BTG Pactual e o Banco Safra. A injeção bilionária ocorre em meio a uma crise de credibilidade sem precedentes, desencadeada pela deflagração da Operação Miragem pela Polícia Federal, que acusa a cúpula da instituição de arquitetar um esquema contínuo de gestão fraudulenta.

Segundo os relatórios de inteligência da corporação, o Digimais vinha inflando artificialmente o valor real de seus ativos para camuflar uma situação crônica de insolvência e ludibriar o Banco Central, investidores de varejo e o sistema de garantias de crédito. Para manter a captação de recursos ativa, o banco passou a ofertar agressivamente Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade acima de 110% do CDI. O gatilho para o colapso patrimonial foi a liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida no final do ano passado, que expôs um rombo de R$ 600 milhões do Digimais em carteiras de crédito podres e desprovidas de lastro documental pertencentes à instituição de Daniel Vorcaro.

"Eles tentaram pegar ativos que tinham comprado barato e começaram a avaliar de forma mais cara. O banco fingia que tinha muito dinheiro para não despencar no Índice de Basileia, mas na verdade isso era apenas artificialmente inflado" — Ricardo Hammoud, economista e professor da FGV.

As investigações da PF avançam também sobre o braço operacional do grupo, colocando a Corretora ID no centro das fraudes. De acordo com os investigadores federais, os fundos geridos pela administradora funcionavam como ferramentas acessórias de maquiagem fiscal, operando a inserção de dados falsos em demonstrativos e a liberação de empréstimos vedados pela legislação do Sistema Financeiro Nacional. Caso as fraudes contábeis e a blindagem artificial de balanços sejam confirmadas judicialmente nas instâncias federais, os diretores, administradores e operadores envolvidos na estrutura do Digimais responderão por crimes financeiros graves com base na Lei do Colarinho Branco.

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