‘Vamos conversar com todas as lideranças que não queiram um Brasil entregue às milícias’
Presidente do PT e coordenador político da campanha de Lula, Edinho Silva, diz que resultado no 1º turno reflete uma clara disputa de rumos no mundo, com um polo liderado por Trump
Foto: Ricardo Stuckert
Da Rede PT de Comunicação
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A partir desta segunda-feira, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne para definir os rumos da disputa no segundo turno. Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, também coordenador político da campanha, a partir de agora o confronto direto de projetos absolutamente distintos ficará ainda mais claro ao eleitor. Ele afirmou que a campanha de Lula vai procurar conversar com todos os grupos políticos que não aceitem o projeto político que Flávio Bolsonaro (PL) representa, com ligações e elos com grupos milicianos.
“O [Flávio] Bolsonaro é a incerteza, é a insegurança, é alguém que nesse momento tem mais ligações com a milícia do que com o povo brasileiro (…) Agora é confronto de projetos. Qual é a história do Flávio Bolsonaro?”, indagou Edinho.
As mudanças que o povo brasileiro pede, frisou Edinho Silva, precisam ser feitas com segurança. E Flávio Bolsonaro não pode oferecer isso à sociedade, com a biografia que tem. “Nós vamos conversar com todas as lideranças que queiram construir um Brasil que não se entregue às milícias e que queiram discutir futuro, mas discutir com uma liderança que o povo brasileiro conhece. Portanto, é fazer mudanças sim, mas fazer mudança com segurança.”
Para o presidente do PT, o resultado do primeiro turno reflete, também, a disputa de rumos no mundo. De um lado, um polo da extrema direita liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “hoje o maior líder fascista do mundo”, disse. “Nós estamos vendo o que o Trump está fazendo com o mundo. São guerras, é ocupação de territórios, é violência, desrespeito, os imigrantes sendo tratados de forma desumana. Esse é um projeto de mundo.”
Do outro lado, afimou Edinho, está um projeto representado pelo presidente Lula, humanista, que respeita as pessoas, a natureza, luta contra o desmatamento e é a favor de um projeto de desenvolvimento sustentável. “São dois projetos distintos. Um é representado pelo Flávio Bolsonaro no Brasil, e o outro é representado pelo presidente Lula.”
“A gente não pode acreditar que o povo brasileiro tenha feito essa opção. O que falta é confronto de projeto, e esse confronto de projeto nós vamos fazer.”
Mapa da fome, milícia, incerteza, insegurança, descaso com a saúde
Edinho Silva disse que a campanha vai revelar com detalhes ao eleitor o que é o projeto d Flávio Bolsoanro e o que ele representa. “A ligação dele com a milícia, o histórico dele de comprar imóveis com recursos nunca explicados, o legado do pai, onde o Brasil abriu 714.000 covas [na pandemia de covid-19], o desmatamento, o Brasil no mapa da fome, o Brasil submisso aos interesses do governo Trump, a entrega das riquezas naturais do nosso país ao governo Trump.”
Lula tem biografia e o povo brasileiro o conhece e conhece seus governos, disse Edinho. Já Flávio Bolsonaro é uma aventura. Além disso, a campanha vai mostrar que Lula é o candidato que sempre implementou mudanças importantes no Brasil.
O povo, acrescentou Edinho, “sabe o que ele o que ele faz, porque ele já mudou, foi o presidente que mais mudou a história do povo brasileiro. Do outro lado é a incerteza, é a insegurança, é alguém que nesse momento tem na sua biografia aquilo de mais relevante, que é a relação com a milícia do Rio de Janeiro.”
Efeito da descrença no Judiciário e no sistema político
Edinho Silva admitiu que a crise no Judiciário brasileiro e o descrédito com o sistema político tiveram reflexo na votação.
“Evidente que o povo brasileiro carrega consigo hoje a vontade de mudar a estrutura política, a estrutura do Judiciário. Nós reconhecemos isso, mas são 2% de diferença. É muito pouco, né? E o presidente Lula, de fato, ele é a única autoridade, a única liderança com capacidade de mudar o Brasil, de fazer reformas que o povo brasileiro precisa.”
O próprio Lula passou a campanha dizendo que é preciso fazer a reforma do sistema de Justiça e do sistema político, disse Edinho Silva. “O presidente Lula quer fazer mudanças no Poder Judiciário, porque esse Judiciário que está aí não nos serve, e mudanças no poder Legislativo. O modelo político brasileiro, como disse o presidente Lula, apodreceu.”
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Cariacica/ES