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Como o Governo Lula acabou com a fome, uma herança de Bolsonaro


Como o Governo Lula acabou com a fome, uma herança de Bolsonaro
Sob o governo do petista, Brasil voltou a sair do Mapa da Fome com reconstrução de políticas sociais e combate ao desmonte promovido pela extrema direita

 

anigif  AACC

 

Como o Governo Lula acabou com a fome, uma herança de Bolsonaro


Sob o governo do petista, Brasil voltou a sair do Mapa da Fome com reconstrução de políticas sociais e combate ao desmonte promovido pela extrema direita

Em toda a sua história, o Brasil saiu do Mapa da Fome em dois momentos distintos e, não por coincidência, ambos sob governos do Partido dos Trabalhadores. A primeira vez ocorreu entre 2013 e 2014. A segunda, mais recente, foi confirmada em julho de 2025.

Os dados são do  Relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo apontou que o Brasil voltou a registrar níveis de insegurança alimentar abaixo de 2,5% da população, o que retirou o país do chamado Mapa da Fome.

A Rede PT de Comunicação conversou com o ministro Wellington Dias, titular da pasta do  Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) no país. Ele ressalta que o ministério sempre foi uma prioridade do Governo Lula e conta como, em dois anos, a atual gestão federal conseguiu reestruturar a assistência social e voltar a cuidar das pessoas. “A pobreza foi crescendo em 2017, 2018, 2019 e quando chegou em 2022, 33 milhões de pessoas estavam na linha da fome. Foi isso que encontramos quando o presidente foi eleito”, afirmou o ministro.

Trocar pneu com o carro andando
Quando assumiu o governo em 2023, o ministro Wellington Dias encontrou uma situação crítica, marcada por um forte desmonte das políticas públicas. Ele destaca que sistemas essenciais, como o Cadastro Único, haviam sido praticamente abandonados.

Para enfrentar essa crise, o governo lançou, em 2023, o Plano Brasil Sem Fome, estruturado a partir de ações integradas entre União, estados e municípios. A estratégia incluiu a retomada de instrumentos fundamentais, como a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar (Caisan) e o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), além do fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e da reconstrução do Cadastro Único. Também foi realizada uma ampla busca ativa para identificar famílias em situação de vulnerabilidade e recolocá-las nas políticas públicas.

“O Brasil trabalhava com um modelo que é o Cadastro Único Social. Sim, algo muito complexo. E aquilo tudo foi jogado na lata do lixo. Em troca, foi feito um aplicativo e ali havia troca de voto, como foi comprovado pela Justiça Eleitoral, em troca do auxílio Brasil. O valor de 34 milhões foi o prejuízo das fraudes atestado pelo Tribunal de Contas da União. E a gente tinha que trocar pneu com o carro andando”, explicou.

O ministro explica que, para garantir sustentabilidade, a proposta é que as políticas do Governo Federal acompanhem o cidadão ao longo de toda a vida. Programas como a alimentação escolar, que hoje atende cerca de 50 milhões de crianças e adolescentes, por exemplo, compõem uma rede de proteção social ampla e integrada. O resultado já é significativo: em apenas dois anos, o país retirou 24 milhões de pessoas da fome e elevou o nível de segurança alimentar da população.

“Num programa articulado como esse há um conjunto de outros programas também. É a Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida, a garantia do Pé-de-Meia. Ou seja, cada vez que a gente foi avançando, olha o resultado. E em apenas dois anos, um recorde. O Brasil, que estava com apenas 41% de pessoas em segurança alimentar, subiu e agora a gente deve ter alcançado em 2025, próximo de 80%”, celebra.

Para o ministro, segurança alimentar não se resume ao acesso básico à comida, mas à garantia de dignidade e liberdade.

“Significa que as pessoas passam a ter o direito de escolher o que comer — peixe, carne, frutas. Isso é qualidade de vida”, afirma.

Mais do que retirar pessoas da fome, o governo brasileiro tem como objetivo criar condições para que elas possam crescer, gerar renda e construir autonomia. A política social, nesse sentido, é tratada como parte estratégica do desenvolvimento econômico. A partir da inclusão produtiva, da qualificação profissional e do incentivo ao empreendedorismo, o país busca oferecer caminhos sustentáveis para que as famílias superem definitivamente a pobreza.

Bolsa Família: alicerce transformador
Um dos principais instrumentos dessa estratégia é o Bolsa Família, que foi reformulado para garantir proteção sem impedir o avanço econômico dos beneficiários. O programa passou a adotar regras que permitem a entrada no mercado de trabalho formal sem a perda imediata do benefício. Hoje, milhões de famílias podem conciliar renda do trabalho com o auxílio, desde que ainda estejam dentro dos critérios de vulnerabilidade.

“O objetivo é claro: tirar da fome é o primeiro passo, mas é preciso garantir as condições para superar a pobreza. Só se sai do programa quando se sai da pobreza”, explica Wellington Dias.

O ministro ainda informa que a maior parte das novas vagas de emprego formais tem sido ocupada por beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único, demonstrando que o programa não desestimula o trabalho, mas funciona como uma base de segurança para a inclusão produtiva.

“O programa é tão bem concebido que ele foi uma das grandes inspirações para a cesta de propostas para Aliança Global contra a Fome. Quando a gente olha o emprego, ou seja, todo ano pessoas são contratadas, outras são demitidas e tem o Cadastro Geral do Emprego, o saldo positivo de emprego em relação a 2022 é 4,9 milhões de novos empregos a mais do que lá no governo do Bolsonaro. Pois olha só, 93% dessas vagas preenchidas por pessoas do Bolsa Família e do Cadastro Único Social”.

Com a combinação de proteção social e incentivo à autonomia, o Brasil avança em um modelo que coloca o desenvolvimento humano no centro das políticas públicas. A meta vai além de erradicar a fome: trata-se de garantir que a população tenha condições reais de escolher seu caminho, com dignidade, segurança e oportunidades.

A experiência de vida do presidente Lula
Wellington descreve a dedicação do presidente Lula para integrar ações de priorizar a qualidade de vida do povo brasileiro. Ele credita o empenho dele à história que viveu, ainda criança, no interior de Pernambuco

“O Ministério do Desenvolvimento Social, eu digo sempre, é o ministério do coração do presidente do Brasil, pela própria história de vida dele em Pernambuco. Tudo o que ele superou e essa verdadeira obsessão que ele tem, no combate à fome na superação da pobreza”, declara. “Quando o presidente, lá na frente, comemorou junto com a presidenta Dilma o Brasil fora do mapa da fome, ele imaginava, como ele já confessou, que nunca mais o Brasil voltaria ao Mapa da Fome. A pobreza foi crescendo em 2017, 2018, 2019 e quando chegou em 2022, 33 milhões de pessoas estavam na linha da fome. Foi isso que encontramos quando o presidente foi eleito”.

Retirar uma nação dos índices alarmantes de miséria e fome requer esforço coordenado, articulação entre diversas instâncias do poder e, sobretudo, vontade política. O ministro conta que presidente Lula, um dia após a eleição, iniciou uma estratégia para estabelecer um pacote de políticas públicas de recuperação e resgate das famílias que estavam em situação de vulnerabilidade. A proposta era reverter rapidamente a situação e diminuir as desigualdades.

“Quando o presidente comemorou junto com a presidenta Dilma o Brasil fora do Mapa da Fome, ele imaginava, como ele já confessou, que nunca mais o Brasil voltaria ao Mapa da Fome”, relembra. No entanto, com o descaso e o desrespeito de Jair Bolsonaro com os mais vulneráveis, a situação de pobreza voltou a piorar.

Da Rede PT de Comunicação.

 

 


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