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Desesperado, Flávio Bolsonaro tenta censurar 48 perfis progressistas e calar a militância


Desesperado, Flávio Bolsonaro tenta censurar 48 perfis progressistas e calar a militância
A escalada antidemocrática e o desespero do candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro ganharam contornos de censura ostensiva na reta final do segundo turno das eleições presidenciais.

anigif MEDICO SEM FRONTEIRA

 

Desesperado, Flávio Bolsonaro tenta censurar 48 perfis progressistas e calar a militância


A escalada antidemocrática e o desespero do candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro ganharam contornos de censura ostensiva na reta final do segundo turno das eleições presidenciais. Em uma ofensiva jurídica descabida para tentar deter a onda de engajamento em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na internet, a equipe do senador do PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo o bloqueio e o silenciamento de quarenta e oito perfis no Instagram. A investida mira veículos da mídia alternativa como o Mídia Ninja, páginas organizadas de esquerda, influenciadores digitais e parlamentares no exercício regular de seus mandatos.

O pedido formulado pelos advogados do candidato bolsonarista tenta proibir o uso legítimo de ferramentas de publicação colaborativa, acusando a militância de operar uma rede estruturada para veicular críticas e análises sobre o seu programa de governo. A petição entregue à Justiça Eleitoral solicita a suspensão temporária de trinta e duas contas até a data da votação, a remoção imediata de duzentas e vinte e uma postagens, a proibição de novas parcerias de conteúdo entre os perfis e a imposição de vigilância constante sobre os canais de oposição ao bolsonarismo.

A manobra da chapa de extrema direita escancara uma hipocrisia central na retórica do grupo político liderado por Jair Bolsonaro e seus aliados. Enquanto utilizam o discurso de suposta defesa da liberdade de expressão para blindar a circulação de  notícias falsas e ataques institucionais, os bolsonaristas correm aos tribunais para exigir a censura prévia de seus opositores no exato momento em que o debate público ganha volume nas redes digitais. O grupo que tenta criminalizar a organização popular assume o papel de censor para calar a denúncia sobre seus planos de retrocesso.

A reação da Justiça Eleitoral impôs uma primeira barreira ao ímpeto autoritário da candidatura do PL. O corregedor-eleitoral no TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, negou a concessão de liminar de urgência solicitada por Flávio Bolsonaro, determinando que a campanha da oposição preste esclarecimentos formais sobre as acusações genéricas e identifique as condutas individuais de cada conta atingida antes de qualquer análise sobre as restrições requeridas.

A investida contra os perfis do Instagram faz parte de um plano sistemático de constrangimento jurídico e sufocamento dos espaços de participação social patrocinado pela oposição reacionária. Recentemente, a atuação do senador já havia provocado a derrubada de grupos de mobilização popular coordenados pelo deputado André Janones, além de mirar a paralisação de entidades estudantis, centrais sindicais e sindicatos de trabalhadores sob a acusação de apoio ao projeto progressista.

O sistemático acionamento dos tribunais pela campanha de Flávio Bolsonaro demonstra o pavor da extrema direita perante a capacidade de organização da classe trabalhadora e das forças populares na etapa decisiva do pleito. Ao tentar judicializar opiniões, vídeos e a livre manifestação do eleitorado, a oposição confirma seu desprezo pelas regras democráticas e sua incapacidade de enfrentar a militância do presidente Lula no terreno das ideias e das propostas para o país.


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