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Lula defende o Pix e o sistema eleitoral e manda recado: 


Lula defende o Pix e o sistema eleitoral e manda recado: 
‘A democracia brasileira pertence aos brasileiros’

 

Lula defende o Pix e o sistema eleitoral e manda recado: 


‘A democracia brasileira pertence aos brasileiros’
Diante de líderes mundiais na ONU, presidente ressalta solidez do sistema eleitoral, condena bets e destaca avanços na economia mesmo com tarifaço

↑ Lula criticou quem usa liberdade de expressão para se associar a interesses estrangeiros contrários ao Brasil
Da Rede PT de Comunicação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante o  discurso da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22, em Nova York, que as eleições brasileiras colocarão em disputa o futuro do país e a preservação da democracia. Ao assegurar que “a democracia brasileira pertence aos brasileiros”, Lula ressaltou a solidez do sistema eleitoral e rejeitou tentativas de interferência na vontade popular.

Segundo o presidente, os milhões de brasileiros que irão às urnas em 4 de outubro não escolherão apenas o presidente da República, os governadores e os representantes do Poder Legislativo. Também decidirão os rumos do desenvolvimento nacional e das conquistas democráticas.

“Vão decidir entre democracia e  negacionismo . Se o Brasil vai avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão”, afirmou.

Lula afirmou que o país terá um pleito transparente e competitivo, com ampla liberdade de expressão para todos os candidatos. Ao mesmo tempo, advertiu que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao Brasil.

“Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem desvirtuar o debate público durante a campanha. Mas possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto”, declarou.

O presidente destacou o papel de uma sociedade plural e de uma imprensa livre na fiscalização das eleições. Nesse cenário, afirmou que não serão admitidos ataques de inimigos internos ou externos da democracia contra a vontade popular.

“A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”.

Por mais direitos e inclusão social
Ao longo do discurso, Lula afirmou que a desigualdade e o subdesenvolvimento resultam de escolhas políticas. Para o presidente, ampliar o acesso à saúde e à educação exige enfrentar privilégios e garantir que os mais ricos contribuam para financiar os serviços públicos.

“É possível colocar o pobre no orçamento e fazer os ricos pagarem a sua parte. É necessário cortar privilégios e investir em educação e saúde gratuitas e de qualidade”, pontuou.

Lula reconheceu que existe no mundo um desejo legítimo por mudanças, mas rejeitou a ideia de que transformar a sociedade signifique retirar direitos, reproduzir teorias de supremacia racial ou de submissão das mulheres e recolonizar os países do Sul Global.

“Mudar é avançar para um futuro de mais participação e mais conquistas”, afirmou.

Ao apresentar o modelo econômico brasileiro, o presidente destacou a distribuição de renda, a geração de empregos e a valorização dos salários. Também citou a melhoria da produtividade, a ampliação do crédito e a construção de uma rede de proteção social como bases para tornar o país desenvolvido e socialmente justo.

“O Brasil voltou a crescer de modo sustentado. Somos o terceiro maior destino de investimento estrangeiro direto. Apesar do tarifaço contra nossa economia, este ano bateremos novo recorde de exportações”, declarou.

Em outro trecho, Lula condenou o uso de barreiras comerciais para pressionar países e alertou para o enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio. “Quando os governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de coerção e chantagem, as consequências são nefastas”, afirmou.

O presidente também relacionou o desenvolvimento à melhoria das condições de trabalho. Ao abordar as transformações no mercado, mencionou tanto as pessoas idosas que desejam permanecer ativas quanto os jovens que querem empreender, e ressaltou a necessidade de ampliar o tempo livre dos trabalhadores.

“O trabalhador precisa de tempo para descansar, se qualificar e conviver com a família. No Brasil, concretizar esse objetivo passa pelo fim da chamada escala 6×1 para garantir ao trabalhador 2 dias livres por semana”, apontou.

Segundo Lula, a mudança também é fundamental para aliviar a sobrecarga doméstica que ainda recai sobre as mulheres. O presidente afirmou que o Brasil deve garantir a presença feminina nos espaços de poder e no mercado de trabalho, além de enfrentar a violência dentro e fora de casa.

“Estamos construindo um Brasil onde as mulheres não precisam pedir licença para ocupar espaços de poder ou se inserir no mercado de trabalho. Um país livre do feminicídio, onde nenhuma mulher, dentro ou fora de casa, viva sob a ameaça da violência”, declarou.

Pix, bets e poder das plataformas
Ao tratar da transformação digital, Lula cobrou a regulamentação das grandes empresas de tecnologia e da inteligência artificial. O presidente alertou para uma corrida tecnológica sem limites éticos e afirmou que seria uma omissão histórica deixar de enfrentar os riscos desse processo.

“Um punhado de tecno-oligarcas quer ressuscitar uma versão de neoliberalismo digital, sem regras nem transparência”, afirmou.

Lula também rejeitou pressões de multinacionais pela privatização do Pix. O presidente ressaltou o caráter público e gratuito da infraestrutura de pagamentos e sua contribuição para ampliar a inclusão financeira de milhões de brasileiros.

“Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros”, assegurou.

Ao abordar os danos provocados por produtos digitais, Lula criticou empresas que conhecem os riscos de seus serviços, mas transferem às famílias a responsabilidade de enfrentar os algoritmos. Nesse contexto, condenou o modelo de negócio das apostas online.

“A indústria bilionária das bets transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio”, declarou.

O presidente destacou ainda a aprovação de uma legislação para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. Também se comprometeu a assegurar uma remuneração justa a artistas, músicos e criadores de conteúdo audiovisual.


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