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PÂNICO NO CLÃ: Lindbergh exige investigação sobre elo entre Flávio Bolsonaro e banqueiro do "Bolsomaster"


PÂNICO NO CLÃ: Lindbergh exige investigação sobre elo entre Flávio Bolsonaro e banqueiro do
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) subiu o tom e cobrou formalmente uma investigação profunda e objetiva sobre as relações escusas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

 

 
 

 

PÂNICO NO CLÃ: Lindbergh exige investigação sobre elo entre Flávio Bolsonaro e banqueiro do "Bolsomaster"


O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) subiu o tom e cobrou formalmente uma investigação profunda e objetiva sobre as relações escusas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação do parlamentar petista ocorre após o vazamento de uma sequência avassaladora de mensagens que expõe a intimidade e a dependência financeira do clã em relação ao banqueiro, operador daquele que já é considerado o maior escândalo bancário do país. Lindbergh usou suas redes sociais para questionar o verdadeiro teor das conversas e disparou que o país precisa saber se o desespero da extrema-direita envolve "dinheiro, medo de delação premiada ou os dois temas".

O parlamentar trouxe a público a linha do tempo do escândalo de corrupção corporativa ligado ao  filme Dark Horse, produção concebida para fazer propaganda ideológica de Jair Bolsonaro com o dinheiro alheio. Segundo Lindbergh, os registros apontam que Flávio cobrou dinheiro de Vorcaro em 8 de setembro, voltou a pedir apoio financeiro em 22 de outubro e chegou a agradecer o banqueiro de forma efusiva em 7 de novembro, afirmando textualmente que os planos da organização só estavam sendo possíveis por causa dele. O nível de cumplicidade atingiu o ápice em 16 de novembro, véspera da prisão do operador, quando o filho do ex-presidente escreveu em tom de blindagem: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”.

A cronologia apresentada pelo deputado do PT revela o tamanho do pânico que se instalou na cúpula bolsonarista. Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro e, no dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Apenas quatro dias após o colapso do esquema, o próprio Jair Bolsonaro tentou violar e destruir sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, um episódio de claro desespero que Lindbergh apontou como indício concreto de risco de fuga do país. Para piorar o cenário de suspeição, logo após a prisão do operador financeiro, Flávio Bolsonaro foi pessoalmente à residência do banqueiro, uma visita clandestina que acendeu o alerta dos investigadores.

Diante do flagrante desrespeito às instituições, Lindbergh Farias cobrou das autoridades uma apuração cirúrgica para identificar quem pagou, quem recebeu e qual foi o destino final dos R$ 134 milhões negociados com o Banco Master. O petista levantou a gravíssima hipótese de que esses recursos públicos e privados tenham sido desviados para alimentar esquemas de caixa dois eleitoral, sustentar criminosos foragidos no exterior e, de forma ainda mais lesiva à soberania nacional, financiar campanhas internacionais de difamação contra o Brasil. O objetivo da extrema-direita com essa articulação seria pressionar por sanções e tarifas econômicas contra o próprio país em troca de uma anistia ilegal para os condenados pelos atos golpistas do STF.

 

 

 

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