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Parlamentares acionam PF contra perseguição e boicotes a trabalhadores que apoiam Lula


Parlamentares acionam PF contra perseguição e boicotes a trabalhadores que apoiam Lula
Deputados e vereador do PSOL denunciam listas de boicote, ameaças de violência e propostas de demissão de profissionais por suas posições políticas

 

Parlamentares acionam PF contra perseguição e boicotes a trabalhadores que apoiam Lula


Deputados e vereador do PSOL denunciam listas de boicote, ameaças de violência e propostas de demissão de profissionais por suas posições políticas

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Aquiles Lins

 

Parlamentares do PSOL pedem investigação da Polícia Federal sobre listas de boicote e ameaças contra trabalhadores e comerciantes identificados como apoiadores de Lula
 

Parlamentares do PSOL pedem investigação da Polícia Federal sobre listas de boicote e ameaças contra trabalhadores e comerciantes identificados como apoiadores de Lula

247 – A disseminação de listas de boicote contra comerciantes, empresários e trabalhadores identificados como apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva motivou uma representação à Polícia Federal (PF). Parlamentares do PSOL pedem a abertura de uma investigação sobre possíveis crimes de ameaça, perseguição e constrangimento ilegal, além da identificação dos responsáveis pela organização de campanhas de intimidação política em diferentes regiões do país.

Segundo informações divulgadas pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a iniciativa foi apresentada pelos deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi, todos do PSOL de São Paulo. O documento reúne denúncias de exposição pública de cidadãos, pressões econômicas contra estabelecimentos comerciais e ameaças dirigidas a pessoas em razão de suas preferências partidárias.

Os episódios relatados incluem a circulação de mensagens em grupos de WhatsApp com nomes de empresas e profissionais que deveriam ser boicotados por supostamente apoiar Lula ou o Partido dos Trabalhadores (PT). A estratégia descrita na representação busca atingir economicamente os alvos, incentivando consumidores a deixar de frequentar estabelecimentos ou contratar serviços de pessoas associadas ao campo político governista.

Listas de boicote se espalham por diferentes estados
A representação menciona ocorrências em municípios de diversas regiões brasileiras, incluindo Lucas do Rio Verde (MT), Botucatu (SP), Poços de Caldas (MG), Ponta Grossa (PR), Teresópolis (RJ) e Guajará-Mirim (RO). Os parlamentares querem esclarecer se as iniciativas surgiram de maneira isolada ou se existe uma articulação entre os grupos responsáveis pelas campanhas.

Uma das principais preocupações apresentadas à PF é o uso de aplicativos de mensagens para promover represálias econômicas contra cidadãos identificados por suas convicções políticas. Conforme os relatos reunidos, as listas são compartilhadas com o objetivo de afastar clientes e prejudicar atividades profissionais, criando mecanismos de pressão sobre quem manifesta apoio ao presidente.

A exposição de nomes de comerciantes, trabalhadores autônomos e empresários também levanta questionamentos sobre possíveis práticas de intimidação e perseguição política. A investigação solicitada deverá examinar as circunstâncias de cada episódio e verificar se houve condutas que ultrapassaram os limites da manifestação de opinião.

Ameaças incluem violência armada e discriminação contra nordestinos
Os relatos encaminhados à Polícia Federal não se restringem a campanhas de boicote comercial. O documento também aponta mensagens que defendem a demissão ou exclusão de trabalhadores em razão de suas posições políticas, além de propostas para impedir a entrada de ônibus transportando trabalhadores nordestinos.

Entre os conteúdos mencionados na representação, há uma referência explícita à utilização de violência armada: “Só na bala agora”. A declaração é apresentada pelos parlamentares como um dos elementos que justificam a necessidade de apuração policial diante da gravidade das ameaças relatadas.

As denúncias envolvendo trabalhadores nordestinos acrescentam uma dimensão de discriminação regional aos episódios de hostilidade política. A proposta de impedir a circulação de ônibus com profissionais oriundos do Nordeste, conforme descrita no documento, indica que as intimidações podem atingir pessoas não apenas por suas preferências eleitorais, mas também por sua origem geográfica.

PSOL pede identificação dos responsáveis e apuração de possível articulação
Os autores da representação sustentam que a liberdade de manifestação política não autoriza ameaças, perseguições ou medidas de constrangimento contra cidadãos que defendem determinada candidatura ou partido.

“Nenhum cidadão pode ser ameaçado, perseguido ou constrangido ilegalmente por sua preferência partidária ou pelo exercício de seus direitos políticos”, afirmam os parlamentares no documento encaminhado à PF.

O pedido busca identificar tanto os responsáveis pela elaboração das listas quanto aqueles envolvidos em sua divulgação. Os representantes do PSOL também solicitam que a investigação examine a possibilidade de coordenação entre grupos que atuam em diferentes estados.

A eventual existência de uma articulação interestadual é um dos pontos que os parlamentares pretendem esclarecer. Para isso, a apuração poderá avaliar a origem das mensagens, os mecanismos utilizados para sua disseminação e a participação dos envolvidos nas iniciativas denunciadas.

Representação busca responsabilização por intimidação política
A iniciativa ocorre após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, em um ambiente de disputas políticas que também se manifestam nas relações comerciais e profissionais. As denúncias apresentadas pelos parlamentares apontam para tentativas de impor consequências econômicas e trabalhistas a cidadãos identificados como apoiadores de Lula.

A representação não significa que os crimes tenham sido comprovados. Caberá às autoridades competentes avaliar os elementos apresentados, identificar possíveis autores e determinar se existem indícios suficientes para a adoção de medidas investigativas.

Com o acionamento da Polícia Federal, os integrantes do PSOL procuram levar à esfera criminal episódios que, segundo os relatos, envolvem desde campanhas organizadas de boicote até ameaças de violência física. O objetivo declarado é impedir que divergências partidárias sejam utilizadas como justificativa para perseguir trabalhadores e restringir o exercício de direitos políticos.

 

 


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