Povo assumiu responsabilidade por campanha; temos um exército de democratas, diz Lula
Em meio a uma Copacabana lotada, presidente ressalta ainda que “ou o povo escolhe alguém que beija a bandeira nacional ou alguém que beija a bandeira americana; é uma questão de soberania”
Tomada por milhares de pessoas, a orla de Copacabana recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, neste sábado (24), para sua última caminhada de campanha no Rio de Janeiro. “As pessoas votam em que quiserem. Mas, deixar de votar na honradez, num trabalhador, para votar num miliciano, aí já é demais”, declarou sobre o carro de som.
Em coletiva, também disse que “o povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha” e que “hoje temos um exército de democratas”.
Mesmo sob sol forte, Lula demonstrou energia e percorreu a avenida Atlântica acompanhado de apoiadores, que fizeram questão de reafirmar seu voto pela reeleição e seu carinho por Lula.
“Vocês viram: está claro que ele quer privatizar o SUS, que ele não quer colocar nenhum centavo a mais no SUS; está claro que ele vai tentar destruir o fim da escala 6×1”, salientou Lula, em referência ao seu oponente, Flávio Bolsonaro.

Foto: Ricardo Stuckert
Em outro momento, com a bandeira do Brasil em mãos, declarou: “Ou o povo escolhe alguém que beija a bandeira nacional ou alguém que beija a bandeira americana; é uma questão de soberania e nós não permitiremos que o Brasil seja quintal de ninguém. O Brasil só tem um dono: o povo brasileiro”.
Ao terminar a caminhada, Lula disse ainda: “vocês sabem que quem vai ganhar essas eleições são as mulheres. Cada mulher que sentiu a dor daquela mãe que perdeu a filha, uma menina de cinco anos, com uma bala de um policial bandido, sabe que não pode votar no miliciano”.
Lula fazia referência a Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina Ana Clara, morta por um policial em Niterói (RJ), em 2021. Flávio Bolsonaro era advogado do policial e manobrou para que ele não fosse submetido a júri popular.
Durante a caminhada, Lula foi acompanhado pela primeira-dama, Janja da Silva, a deputada Benedita da Silva, o ex-prefeito Eduardo Paes e o atual prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Risco à democracia

Pouco antes de começar o ato, Lula participou de coletiva de imprensa, na qual declarou: “(Não é possível)…um miliciano dentro do Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade brasileira dos risco que a democracia corre, dos riscos que a liberdade corre e dos riscos que as pessoas de bem deste país correm”.
Lula reafirmou seu otimismo com a vitória neste domingo e agradeceu a população pelo apoio que tem recebido e que se intensificou no segundo turno. “Tenho que agradecer ao povo brasileiro, porque o que o povo fez neste segundo turno não estava escrito em nenhuma página da nossa sociologia. O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha; hoje temos um exército de democratas maior do que o Exército chinês, do Exército russo e dos EUA, que é o Exército do Lula”, brincou o presidente.
Lula também declarou: “É verdade que o povo quer mudança, mas quer mudança para melhor, para a frente. O povo não quer retroceder. Não está longe de nossa memória o que aconteceu no mandato dessa gente na área da cultura, do trabalho, da educação, da saúde, na política externa, ou seja, este país foi desmontado”.
O presidente reforçou que “levamos quase três anos reconstruindo o Brasil para apresentar, agora, uma proposta concreta de um futuro promissor e garantido. Estou muito otimista”.
Para ele, a grande lição dessa campanha é que “sem povo, a gente não ganha as eleições e sem povo, a gente não governa”.
De Copacabana, o presidente partiu para São Paulo, onde fará seu último ato de campanha, na tarde deste sábado, na Avenida Paulista.
.
contato@documentosperdidos.com.br
Cariacica/ES