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Fechamento de 26 mil empresas e endividamento das famílias impulsionam nova onda de protestos contra Javier Milei


Fechamento de 26 mil empresas e endividamento das famílias impulsionam nova onda de protestos contra Javier Milei
Centrais sindicais e movimentos sociais argentinos, incluindo a Confederação Geral do Trabalho, as duas alas da Central dos Trabalhadores da Argentina e a organização Endeudadxs Organizadxs

 

Fechamento de 26 mil empresas e endividamento das famílias impulsionam nova onda de protestos contra Javier Milei


Centrais sindicais e movimentos sociais argentinos, incluindo a Confederação Geral do Trabalho, as duas alas da Central dos Trabalhadores da Argentina e a organização Endeudadxs Organizadxs, realizam uma marcha até o Ministério da Economia para cobrar posicionamento governamental sobre o endividamento das famílias. Segundo levantamento do Banco Central da República Argentina, 5,8 milhões de cidadãos possuem pendências financeiras ou empréstimos em atraso no sistema formal, abrangendo cartões de crédito, carteiras digitais e linhas de crédito pessoal.

A convocação das entidades sindicais aponta que o endividamento decorre da necessidade de custear despesas básicas, como alimentos, aluguel e tarifas de serviços públicos como água, luz e gás. As lideranças acusam as medidas econômicas da atual administração de encarecer o custo de vida e reduzir o poder de compra da população, enquanto o deputado Hugo Yasky alerta para a ausência de limites regulatórios sobre os juros e penalidades aplicados por empresas financeiras locais e aplicativos de crédito.

Em resposta às cobranças, o presidente Javier Milei declarou que o endividamento do eleitorado constitui um compromisso entre partes privadas, sinalizando a recusa do Poder Executivo em intervir nos contratos vigentes. No mesmo sentido, o ministro da Economia, Luis Caputo, avaliou que as pendências derivam de um cálculo equivocado dos próprios tomadores de crédito, que previam a redução do valor real das dívidas pelo processo inflacionário.

O percurso da manifestação prevê concentração no cruzamento das avenidas Paseo Colón e Independencia, seguindo em direção à sede do Ministério da Economia, localizada na rua Hipólito Yrigoyen, nas imediações da Casa Rosada. No mesmo dia, representantes de pequenas e médias empresas promovem ato em frente à sede do  governo federal para denunciar o encerramento das atividades de 26 mil estabelecimentos comerciais e defender a aprovação de uma lei de emergência para o setor.

A mobilização dá continuidade a uma sequência de atos públicos promovidos por entidades sindicais no país, que incluiu caminhadas ao lado de aposentados, protestos em frente ao Congresso Nacional e a tradicional marcha de San Cayetano por trabalho e assistência social. Os organizadores reiteram a exigência de medidas institucionais para conter a expansão do passivo financeiro da população.

Com informações do DCM

 


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