PF faz operação contra fraude no INSS com documentos falsos
Grupo teria usado declarações falsas de pertencimento indígena para obter benefícios e contratar consignados
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Guilherme Levorato
247 – A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma operação para investigar uma fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que teria usado falsas declarações indígenas para obter benefícios previdenciários e pode ter causado prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos, segundo Camila Bomfim, do G1.
Os investigadores apuram a atuação de um grupo suspeito de apresentar documentos falsos de pertencimento a comunidades indígenas para viabilizar a concessão irregular de benefícios do INSS. A operação ocorre com apoio da CGU e mira também possíveis vínculos do esquema com empréstimos consignados associados aos pagamentos obtidos de forma fraudulenta.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro, no sul da Bahia. A Justiça Federal também determinou medidas cautelares, entre elas o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de participação nas falsificações.
Além das buscas, foi autorizado o bloqueio de cerca de R$ 1,5 milhão em valores relacionados ao esquema investigado. A medida tem como objetivo preservar recursos que possam estar ligados às fraudes e contribuir para eventual ressarcimento ao erário, caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo do processo.
Segundo a apuração, o grupo investigado teria usado declarações falsas para simular o pertencimento de pessoas a comunidades indígenas, condição que poderia facilitar o acesso a determinados benefícios previdenciários. Com isso, os suspeitos teriam conseguido viabilizar pedidos irregulares junto ao INSS.
A investigação também aponta que, após a obtenção dos benefícios, os envolvidos teriam atuado na contratação de empréstimos consignados vinculados aos pagamentos previdenciários. Essa etapa é considerada pelos investigadores parte relevante do funcionamento do esquema, já que ampliaria os ganhos financeiros a partir de benefícios concedidos de forma indevida.
A Polícia Federal e a CGU buscam agora identificar todos os participantes da organização, mapear o papel de cada investigado e dimensionar o prejuízo efetivo causado aos cofres públicos. A apuração deve verificar ainda se houve participação de servidores, intermediários ou outros agentes na produção e validação dos documentos suspeitos.
O caso se soma a outras investigações recentes envolvendo irregularidades em benefícios públicos e reforça a atenção dos órgãos de controle sobre fraudes previdenciárias. As suspeitas apuradas incluem falsificação documental, obtenção indevida de recursos públicos e possíveis crimes associados à concessão e exploração financeira dos benefícios.
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Cariacica/ES