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Com PEC aprovada, Lula confirma criação do Ministério da Segurança


Com PEC aprovada, Lula confirma criação do Ministério da Segurança
Em publicação nas redes sociais, presidente assegura pasta focada em inteligência, planejamento e cooperação federativa contra facções e milícias

 

Com PEC aprovada, Lula confirma criação do Ministério da Segurança


Em publicação nas redes sociais, presidente assegura pasta focada em inteligência, planejamento e cooperação federativa contra facções e milícias

por Davi Dmolir

Lula durante comício em Florianópolis, na campanha eleitoral. Foto: Ricardo Stucker
O presidenteLuiz Inácio Lula da Silva celebrou a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado Federal. Em declaração pública que marcou o início de uma nova era para o combate ao crime organizado no Brasil, Lula destacou que o sinal verde do Congresso abre as portas para a criação formal do Ministério da Segurança Pública, promessa central de sua campanha que ganha vida com uma estrutura moderna, permanente e desmembrada do Ministério da Justiça.

​Em publicação nas redes sociais, o presidente ressaltou o papel central da cooperação federativa e da tecnologia para proteger a população brasileira. “O novo Ministério terá foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para enfrentar as facções e as milícias. O povo brasileiro tem o direito de trabalhar, voltar para casa e viver com tranquilidade. Garantir esse direito é um compromisso do Governo do Brasil,” afirmou.

Estratégia de Estado: inteligência contra a violência

​A comemoração do Planalto reflete o êxito de uma estratégia política minunciosamente desenhada pelo governo. Ao aprovar o texto ainda em 2026, o Poder Executivo consolida as bases institucionais do setor de Segurança Pública antes do encerramento da atual legislatura, garantindo que o combate à criminalidade saia do campo dos discursos eleitorais e vire política permanente de Estado.

​Com a criação do novo Ministério, a gestão Lula assume a coordenação nacional no enfrentamento às facções, superando a fragmentação histórica das forças policiais. A estratégia foca no asfixiamento financeiro do crime e na inteligência policial. Na prática, a emenda constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e veda o contingenciamento de verbas essenciais, garantindo que o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional tenham repasses obrigatórios de 50% para estados e Distrito Federal, além de aportes vindos do superávit do Fundo Social do Pré-Sal.

​O texto assegura ainda maior rigor no regime de prisão para chefes de facções, com isolamento em unidades de segurança máxima e confisco imediato de bens ilícitos sem indenização. Amplia o raio da Polícia Federal e autoriza a Polícia Rodoviária Federal a policiar ferrovias e hidrovias federais, além de estruturar as polícias municipais civis sob fiscalização do Ministério Público.

​Blindagem política no Congresso

​A comemoração do governo também celebra a articulação no Congresso que evitou desvios demagógicos no texto. Em manobra decisiva aprovada por 38 votos a 36, a base governista conseguiu destacar a discussão da maioridade penal do texto principal.

A medida garantiu que o debate sobre a juventude tramitasse em projetos separados na CCJ, preservando o caráter técnico da PEC e assegurando sua promulgação direta, sem necessidade de retorno à Câmara dos Deputados.

​A construção técnica e progressista do texto contou com a atuação decisiva da bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados desde as fases iniciais de tramitação. Os parlamentares comunistas atuaram como ponte de diálogo para garantir o foco no sufocamento econômico do crime organizado e na inteligência federativa.

​A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) enfatizou a importância de manter a proposta nos trilhos republicanos:

​”A PEC da Segurança Pública foca no combate ao crime organizado e na atuação federal estratégica. O tema da maioridade penal deve ser tratado no fórum próprio e com a responsabilidade que a juventude exige, sem manobras de ocasião no texto constitucional”,afirmou.


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