Hospital de novo! Alexandre de Moraes avalia pedido de Bolsonaro para cirurgia no ombro
O condenado Jair Bolsonaro, que já amarga uma pena de 27 anos de prisão por seus crimes contra o Estado, tenta agora mais uma manobra para escapar do rigor da Justiça. Atualmente em prisão domiciliar sob a justificativa de uma saúde supostamente fragilizada — que perícias sérias nunca comprovaram —, o golpista acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo autorização para uma cirurgia no ombro. É o velho teatro da vitimização de quem, quando no poder, debochava de brasileiros morrendo sem oxigênio, mas que agora corre para o Judiciário em busca de regalias médicas.
O pedido foi protocolado diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, o magistrado que não se curvou às ameaças da extrema-direita e que mantém o criminoso sob rédea curta. Bolsonaro sabe que o cerco se fechou e que sua liberdade, mesmo que restrita ao ambiente doméstico, depende de cada canetada da Suprema Corte. Essa nova tentativa de sair de casa para um hospital soa para muitos como uma estratégia para tentar circular, articular com seus aliados radicais e manter acesa a chama de um movimento que quase destruiu a nossa democracia em 8 de janeiro.
O contraste é revoltante e escancara a hipocrisia desse grupo político. Enquanto o governo Lula trabalha incansavelmente para reconstruir o SUS e devolver a dignidade à saúde do povo, o ex-capitão, sentenciado por conspirar contra as instituições, exige tratamentos de luxo. A militância progressista não esquece que, enquanto o país chorava suas perdas na pandemia, o agora presidiário domiciliar imitava pessoas com falta de ar. O repúdio a essa figura é uma questão de ética e memória histórica para que o Brasil nunca mais caia no abismo do fascismo.
A Justiça brasileira, no entanto, não pode cair em contos de fadas. Historicamente, Bolsonaro utilizou questões de saúde para fugir de debates, evitar depoimentos e tentar comover uma base fanática que ainda acredita em suas falácias. O STF tem o dever de ser implacável e exigir exames realizados por médicos independentes, garantindo que o procedimento não seja apenas um passeio autorizado ou uma cortina de fumaça para novas tramas golpistas. Ninguém aceita mais que um condenado por crimes tão graves receba qualquer tipo de tratamento privilegiado que não seja estritamente necessário.
A realidade é que o tempo de impunidade para esse grupo acabou. Com uma condenação robusta de quase três décadas nas costas, Bolsonaro hoje é um símbolo da derrota do autoritarismo. A tentativa de sua defesa de flexibilizar as regras da prisão domiciliar sob o pretexto cirúrgico deve ser tratada com o máximo ceticismo. O Brasil mudou e as instituições estão vigilantes para garantir que a lei seja aplicada com todo o seu rigor, sem as concessões que o ex-presidente tentou impor à força durante seu trágico mandato.
Enquanto o processo corre, o povo brasileiro segue atento e combativo, exigindo que a justiça seja plena. A reconstrução nacional passa pela punição exemplar de quem atentou contra a vida e a liberdade. Se o ombro dói, que seja tratado nos termos da lei e sob vigilância estrita, mas sem permitir que o hospital se torne palanque ou rota de fuga. O lugar de quem comete crimes contra a pátria é sob a guarda do Estado, pagando cada dia da sentença que lhe foi imposta pela história e pelos tribunais, como qualquer criminoso.
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Cariacica/ES